Cinco usos do ‘big data’ com benefícios práticos para o mundo

Cinco usos do 'big data' com benefícios práticos para o mundo

25 de abril de 2019
Última atualização: 25 de abril de 2019
Aner

ÉPOCA NEGÓCIOS – 25/04/2019

CAMILA ACHUTTI*

Big data é uma ferramenta poderosa. Não é a toa que ultimamente só falamos disso. Dada a competitividade do mundo dos negócios e a necessidade de agirmos de forma mais consciente, os benefícios de colhermos e entendermos bilhões de dados em questão de segundos não devem ser subestimados.

Para aqueles que aprendem como aproveitar essa tecnologia adequadamente, a big data pode levar a avanços substanciais na vida em sociedade, nas decisões de negócios e na solidez de propostas para o mundo.

Uma poderosa plataforma de big data permite que as empresas façam e respondam a mais perguntas, permite um processo de tomada de decisão mais preciso e pode realmente capacitar sua força de trabalho para o bem.

Mas como? A seguir estão cinco impactos positivos e práticos que o Big Data já está trazendo para o mundo.

1. Rastreamento de localização
As empresas de logística têm usado a análise de localização para rastrear e relatar pedidos por algum tempo. Com Big Data na imagem, agora é possível rastrear a condição do trânsito e estimar as perdas. É possível coletar dados em tempo real sobre o tráfego e as condições meteorológicas e definir rotas para o transporte. Isso ajuda as empresas de logística a mitigar os riscos no transporte, melhorar a velocidade e a confiabilidade na entrega.

2. Medicina de precisão
Com big data, os hospitais podem melhorar o nível de atendimento que fornecem ao paciente. O monitoramento 24h pode ser fornecido para pacientes em tratamento intensivo sem a necessidade de supervisão direta. Além disso, a eficiência da medicação pode ser melhorada pela análise dos registros anteriores dos pacientes e dos medicamentos fornecidos a eles. A necessidade de adivinhação pode ser significativamente reduzida.

No caso de certos produtos biofarmacêuticos, existem muitas variáveis que impactam o produto final. Por exemplo, ao fabricar insulina, cuidados intensos precisam ser tomados para garantir o produto da qualidade desejada. Ao analisar todos os fatores que afetam a análise final do big data do medicamento, é possível apontar fatores-chave que podem resultar em incompetência na produção.

3. Detecção e manipulação de fraude
O setor bancário e financeiro está usando big data para prever e prevenir crimes cibernéticos, detecção de fraude de cartão, arquivamento de trilhas de auditoria, etc. Analisando os dados passados de seus clientes e os dados de ataques de força bruta anteriores, os bancos podem prever futuras tentativas.

Não apenas o big data ajuda a prever crimes cibernéticos, mas também ajuda a lidar com problemas relacionados a falhas de transações e falhas no banco líquido. Pode até prever possíveis picos nos servidores para que os bancos possam gerenciar as transações de acordo.

4. Publicidade
Os anunciantes são um dos maiores players de Big Data. Seja no Facebook, Google, Twitter ou qualquer outro gigante on-line, todos mantêm um controle do comportamento e das transações do usuário. Esses gigantes da Internet fornecem uma grande quantidade de dados sobre as pessoas aos anunciantes para que eles possam exibir campanhas segmentadas.

Tome o Facebook, por exemplo. Nele você pode direcionar as pessoas com base na intenção de compra, visitas ao site, interesses, cargo, dados demográficos. Todos esses dados são coletados por algoritmos do Facebook usando técnicas de análise de big data. O mesmo vale para o Google, quando você segmenta pessoas com base em cliques, obtém resultados diferentes e, quando você cria uma campanha para leads, obtém resultados diferentes. Tudo isso é possível usando big data.

Nesse ponto, é necessário ficar atento ao lado prejudicial do uso da big data como ferramenta de manipulação de massas e discriminação. O trabalho constante em cima dos dados precisa seguir na direção contrária a esses atos, eliminando o mau uso de dados pessoais e abraçando a diversidade.

5. Entretenimento e Mídia
No campo de entretenimento e mídia, o Big Data se concentra em segmentar pessoas com o conteúdo certo no momento certo. Com base nas suas visualizações anteriores e no seu comportamento on-line, você receberá recomendações diferentes. Essa técnica é popularmente usada pela Netflix e pelo Youtube para aumentar o engajamento e gerar mais receita.

Agora, até mesmo as emissoras de televisão estão procurando segmentar a base de dados de seus espectadores e mostrar propagandas e shows diferentes. Isso permitirá uma receita melhor dos anúncios e proporcionará uma experiência de usuário mais envolvente.

Ver mais do mesmo nunca foi tão real. Por outro lado, com boas análises surgem melhores maneiras de apresentar conteúdos novos de forma atraente, promovendo a busca por aquilo que vai além do nosso campo de interesse.

O big data está pegando as pessoas de surpresa e, com a adição de internet das coisas e do aprendizado de máquina, os recursos logo aumentarão. A quantidade de dados está crescendo rapidamente, assim como as possibilidades de uso. Esse é o momento para compreendermos cada um dos benefícios da tecnologia e nos protegermos de suas vulnerabilidades.

*Camila Achutti é CTO e fundadora do Mastertech, professora do Insper e idealizadora do Mulheres na Computação

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