Cásper Líbero é a nova associada da Aner

É com grande entusiasmo que a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) recebe sua mais nova associada: a Faculdade Cásper Líbero. Reconhecida como a primeira escola de jornalismo da América Latina, a instituição passa a ocupar um assento estratégico também nas discussões sobre o futuro do conteúdo de qualidade no Brasil.
E essa parceria já nasce com o “pé no acelerador”. O primeiro fruto dessa união é o projeto “Jornalismo Profissional: Você Faz Parte!”, um encontro semestral entre jornalistas e publishers do mercado com os estudantes da Cásper, promovendo uma troca real de experiências. O primeiro evento já tem data marcada: agosto, marcando o início de um diálogo que promete oxigenar as redações e as salas de aula.
“É uma forma de aumentar os pontos de contato entre as redações e o ambiente acadêmico. A Aner entende que também é papel da Associação ampliar essa troca, fazer com que as duas pontas colaborem com a produção de um jornalismo cada vez mais plural, verdadeiro e comprometido com a ética”, afirma a diretora-executiva da Aner, Regina Bucco.
Para entender melhor essa movimentação, conversamos com a professora Tania Teixeira, que detalhou as expectativas da universidade ao integrar o quadro da Aner. Segundo ela, a distância entre a formação acadêmica e a dinâmica real de produção precisa ser, cada vez mais, reduzida.
Confira o bate-papo:
A Cásper Líbero é uma referência histórica na formação de jornalistas. O que motivou a instituição a dar esse passo agora e se tornar uma associada da Aner?
A Faculdade Cásper Líbero tem quase oito décadas de atuação na formação de jornalistas e acompanha, de forma contínua, as transformações do jornalismo e do mercado editorial. A decisão de integrar a Associação Nacional de Editores de Revistas responde a uma mudança estrutural: hoje não é mais possível formar profissionais de maneira dissociada das dinâmicas reais de produção, distribuição e monetização de conteúdo. A aproximação com a Aner reduz essa distância entre formação e prática.
De que forma você acredita que a convivência com os publishers e editores da Aner pode enriquecer o debate acadêmico e a formação dos alunos?
Essa convivência insere os alunos em um ambiente de decisão, e não apenas de execução. Ao compreenderem critérios editoriais, modelos de negócio e métricas em tempo real, eles evitam o risco de trabalhar com referências idealizadas ou desatualizadas. A troca direta com quem faz o mercado acontecer eleva o nível do debate e garante uma formação muito mais alinhada aos desafios reais da profissão.
O que a Cásper mais espera “beber da fonte” da associação e, em contrapartida, como a universidade pretende contribuir com o mercado editorial?
Nossa expectativa é acessar discussões sobre inovação e credibilidade em um ambiente de transformação tecnológica acelerada, aprendendo com quem opera o jornalismo no dia a dia. Em contrapartida, a Cásper contribui com pesquisa aplicada e com o vigor de suas publicações laboratoriais, como a Revista Cásper e a Esquinas. Através delas, experimentamos linguagens e formamos profissionais capazes de tomar decisões técnicas e éticas, entregando ao mercado jornalistas que já compreendem, na prática, o valor do produto editorial.
Para as instituições de ensino ou empresas que ainda estão “no muro”, qual o principal valor agregado que você já identifica em fazer parte de uma rede que discute o futuro do conteúdo jornalístico?
Para quem ainda está indeciso, o principal valor é pragmático: isolamento hoje reduz competitividade e relevância. Participar de uma rede como a Aner dá acesso direto a discussões estratégicas, amplia repertório e acelera a capacidade de adaptação. Ficar fora desse ambiente é operar com atraso.
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