Aner promove 'Jornalismo profissional - você faz parte' na Unisanta

O projeto “Jornalismo Profissional – Você Faz Parte”, aportou na Universidade Santa Cecília (Unisanta) na última quinta-feira, dia 17 de setembro. Andrés Bruzzone, Thais Reis Oliveira, Mara Luquet e Regina Bucco conversaram com os alunos do curso de comunicação e falaram sobre suas carreiras, os desafios do digital, a importância do jornalismo como base para a democracia. O projeto é uma novidade desenvolvida pela diretora-executiva Regina Bucco em conjunto com universidades parceiras, para aumentar as trocas entre o meio acadêmico e o mercado.
A primeira edição do “Jornalismo Profissional – você faz parte” aconteceu na Faculdade Cásper Líbero, com as presenças de Mara Luquet, fundadora do Canal My News e empreendedora pioneira em mídia digital; Luiz Henrique Matos, jornalista, escritor, colunista do UOL e do Estadão; e Pedro Burgos, professor do Insper e fundador da Co.Inteligência, consultoria em IA. O evento na Unisanta fez parte da celebração de 10 anos da revista laboratório do curso de Jornalismo, a revista Viral!
“Esse feliz encontro com a Aner abre um espaço importante entre a universidade e o mercado, para que a gente tenha uma muito rica troca de experiência. Coloca nossos alunos, que são de uma geração completamente digital e que não conhecem ainda as bases e fundamentos do jornalismo, em contato com um time que começou no analógico, fez a transição para o digital e mostra a relevância do jornalismo no contexto de uma sociedade democrática”, comemorou Raquel Alves, professora na Unisanta e sócia da empresa Parágrafo Editora.
“Eu encontrei na Unisanta um público vibrante, de alunos, alunas, professores. A energia deste público me surpreendeu. As perguntas foram excelentes e me levaram a pensar, me obrigaram a encontrar respostas que eu não tinha prontas e me deixaram também com reflexões e caminhos para continuar trilhando. Me deu muita esperança. Eu vi ali inteligência, vontade de fazer, energia, paixão, que são coisas que a gente necessita. Vi curiosidade e espírito crítico”, destacou Andrés Bruzzone.
Encontro contagiou professores e convidados
O encontro na Unisanta deixou acadêmicos e palestrantes empolgados. Veja alguns destaques.

“Acho que esse contato entre os dois universos é muito rico para os dois lados, porque o estudante de jornalismo, hoje, tem uma visão de um jornalismo que se pratica muito nas redes sociais, muito inspirado por influenciadores de notícias que não necessariamente são jornalistas. Então, ter esse chamado para o jornalismo profissional, da forma de apuração da notícia, de sua técnica, de sua relevância como uma instituição da democracia, foi um contato muito rico. É a primeira oportunidade de parceria da Universidade Santa Cecília com a Aner e eu espero que seja a primeira de muitas”, afirmou Raquel Alves.

“Em primeiro lugar, fiquei muito grato pelo convite da Regina e Unisanta, me honra muito. Gostei demais da conversa. Estive sentado com três pessoas incríveis: Mara, Thais e Regina, três mulheres inteligentes, fortes, com muita experiência, noção do que acontece no mundo e da responsabilidade que nós temos perante a sociedade, como jornalistas. Para mim o mais importante é a crença no valor enorme do jornalismo para uma sociedade justa e democrática. Eu considero que a informação não deformada, adequada, confiável, verdadeira, uma análise honesta, em função do esclarecimento e da contextualização é matéria prima da nossa liberdade”, disse Andrés Bruzzone.
O fundador e CEO da Pyxys e criador do MundoZeroKm também falou sobre os pecados do jornalismo e a importância de manter a alma do jornalismo sempre viva e protegida:
“Se eu vou fazer um um investimento, se vou escolher uma escola para meu filho ou um tratamento médico quem vai fazer esse tratamento? Onde vou morar, que tipo de imóvel vou comprar. Qual candidato vou votar? Tudo isso são decisões que eu tomo a partir de informações que eu recebo. Se elas são boas, minha decisão será livre. Se elas forem deturpadas por interesses espúrios, a decisão será aparentemente livre, mas, na realidade, conduzida por interesses que retiram minha liberdade. Esse é o argumento pelo qual eu dependo enormemente do papel muito relevante do jornalismo, que tem essa missão. O jornalismo comete e cometeu muitos pecados. O maior deles é o de fantasiar ideologia ou uma intenção por trás de uma aparência de informação isenta e de uma análise honesta. Isso é um pecado mortal do jornalismo. E, se alguma coisa nos ameaça, não são as plataformas digitais, não são os modelos de negócio, mas perder a nossa alma”.
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