Receitas da dona da Google crescem 22% com alta de publicidade

O Globo
Economia – Internet

Receitas da dona da Google crescem 22% com alta de publicidade

Lucro da Alphabet, porém, fica abaixo das expectativas de analistas

-SÃO FRANCISCO E WASHINGTON- As receitas da Alphabet, controladora da Google, avançaram 22% para US$ 26,06 bilhões no quarto trimestre de 2016, refletindo um investimento maior de anunciantes para alcançar usuários que agora passam mais tempo conectados a smartphones e ao YouTube.

Já a receita com publicidade, a principal do negócio, teve alta de 17%, e somou US$ 22,40 bilhões. Seu lucro líquido no trimestre subiu para US$ 5,33 bilhões, ou US$ 7,56 por ação.

E, embora a alta nas receitas tenha superado as expectativas do mercado, o lucro por ação ficou abaixo do esperado pelos analistas. Isso fez com que as ações da empresa caíssem 2,27% no after market.

Apesar disso, o analista Kerry Rice, da Needham and Company, afirmou à Reuters que a forte receita indica que o negócio central da companhia permanece em condição saudável:

— A linha principal indicou que os fundamentos do crescimento ainda estão bem intactos para o negócio.

As vendas consolidadas da empresa subiram a US$ 26,06 bilhões no período, ante US$ 21,33 milhões no quarto trimestre do ano anterior.

A empresa de pesquisa de mercado eMarketer estimou que a Google vai arrecadar US$ 60,92 bilhões em receita publicitária este ano.

Outra empresa americana que divulgou seus resultados de 2016 ontem foi a Microsoft. As receitas e o lucro no segundo trimestre fiscal da companhia superaram as projeções de analistas. Os números foram impulsionados pelo crescimento de assinantes nos serviços de armazenamento em nuvem da companhia, o Azure e o Office.

O lucro registrado, excluindo certos itens, foi de US$ 0,84 por ação, enquanto as vendas ajustadas foram de US$ 25,8 bilhões, informou a Microsoft. Analistas estimavam uma média de lucro de US$ 0,79 e receita de US$ 25,3 bilhões no período, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

O diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella, está reformulando a companhia como uma vendedora de serviços corporativos de internet para execução de aplicativos, armazenamento de dados e aumento de produtividade no trabalho. As ofertas de computação na nuvem ajudaram a reanimar as vendas diante da contração do mercado de computadores — cujas vendas recuaram 1,5% no trimestre.

Perto do fim do trimestre, a companhia completou sua maior aquisição: o LinkedIn por US$ 26,2 bilhões, cujos dados e ferramentas de rede de profissionais aumentarão a produtividade dos próprios produtos da Microsoft.

Os resultados fizeram as ações da Microsoft ganharem 1,2% nas negociações após o fechamento do mercado, ao nível recorde de US$ 64,27 na Bolsa de Nova York.

A receita do Azure quase duplicou no período, e as versões corporativas do Office 365 viram as vendas subirem 47%.

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